segunda-feira, 30 de março de 2015
It's just a freight train coming your way.
sábado, 21 de março de 2015
A cor da tua alma reflete na minha
Ei, moça! Sabia que você tem o exemplar de alma mais bonita do mundo? Dessas feitas de tecido translúcido multicolorido, cor de rabo de cometa, cor de arco-iris pós dia triste de chuva, as cores de quem sabe alegrar o dia de qualquer um.
Ei, moça! É, você mesma, moça! Você que ri vendo tv. Você que bate o pé quando não fazem algo do teu jeito. Você que deita no chão pra ler um livro, e às vezes o lê de cabeça pra baixo, dando um sentido a história que só você entende. Teu rosto é feito de sonhos e teus braços feitos de carinho. E se eu pudesse, estaria todo dia do teu ladinho.
Você é linda, moça. Você me encantou desde que vi naquele primeiro dia. Desde que invadi uma sala pra te conhecer. Te amei desde o primeiro momento. Te cuidei desde o primeiro segundo. És tão minha como se tivesse saído de mim. Eu te amo, te amo e te amo.
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Olá, outra moça. Você dos cabelos cacheados. Você, minha baixinha, meu pingo de gente, meu pontinho do "i", meu coração fora do peito. Você e suas bochechas gordinhas. Você e sua esperteza que impressiona. Tu, mocinha, que cuida de todo mundo. Você é um anjo que apareceu pra colocar um sorriso no nosso rosto.
Você e seu gosto por moda. Seu fashionismo. Você e suas roupas escolhidas a dedo. Você e suas unhas pintadas, de cor clarinha, cor de pele ou cor de céu. Você e seu sorriso lindo, cheio de dentinhos, a coisinha mais apertável do mundo. Você e seu amor sem fim. Seu carinho por todos e por mim.
Você e sua língua que só você entende. Mas acha que todo mundo entende. E nos faz rir. Linda, toda linda, cheia de encanto. Eu te amo daqui até o ponto mais distante da galáxia.
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Textos, respectivamente, pra Thaíssa e Lissandra. Minhas irmãs gêmeas de 3 anos e meio <3
Ei, moça! É, você mesma, moça! Você que ri vendo tv. Você que bate o pé quando não fazem algo do teu jeito. Você que deita no chão pra ler um livro, e às vezes o lê de cabeça pra baixo, dando um sentido a história que só você entende. Teu rosto é feito de sonhos e teus braços feitos de carinho. E se eu pudesse, estaria todo dia do teu ladinho.
Você é linda, moça. Você me encantou desde que vi naquele primeiro dia. Desde que invadi uma sala pra te conhecer. Te amei desde o primeiro momento. Te cuidei desde o primeiro segundo. És tão minha como se tivesse saído de mim. Eu te amo, te amo e te amo.
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Olá, outra moça. Você dos cabelos cacheados. Você, minha baixinha, meu pingo de gente, meu pontinho do "i", meu coração fora do peito. Você e suas bochechas gordinhas. Você e sua esperteza que impressiona. Tu, mocinha, que cuida de todo mundo. Você é um anjo que apareceu pra colocar um sorriso no nosso rosto.
Você e seu gosto por moda. Seu fashionismo. Você e suas roupas escolhidas a dedo. Você e suas unhas pintadas, de cor clarinha, cor de pele ou cor de céu. Você e seu sorriso lindo, cheio de dentinhos, a coisinha mais apertável do mundo. Você e seu amor sem fim. Seu carinho por todos e por mim.
Você e sua língua que só você entende. Mas acha que todo mundo entende. E nos faz rir. Linda, toda linda, cheia de encanto. Eu te amo daqui até o ponto mais distante da galáxia.
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Textos, respectivamente, pra Thaíssa e Lissandra. Minhas irmãs gêmeas de 3 anos e meio <3
terça-feira, 17 de março de 2015
pequena constatação do mundo atual
o país tem fome
a ganância consome
a esperança some
a solidão come
as pessoas brigam
as crianças gritam
os tanques atiram
e eu fico aqui assistindo tudo sem saber o que fazer, vendo o ódio crescer, vendo a humanidade se perder
a ganância consome
a esperança some
a solidão come
as pessoas brigam
as crianças gritam
os tanques atiram
e eu fico aqui assistindo tudo sem saber o que fazer, vendo o ódio crescer, vendo a humanidade se perder
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terça-feira, 10 de março de 2015
Te puedo ver en mi, me puedo ver en vos
Chove e eu escuto Inmigrantes. "Caen las hojas, cae la lluvia, cae tu ropa en mi cama... todo cae." Impossível não lembrar dessa mistura de eu e você que somos nós dois. E mais uma vez, me pego desejando aquela noite de chuva em que nada seria capaz de me esquentar mais que teu corpo. Nem o cobertor mais quentinho. Nem a bebida mais forte. Só teu corpo ao lado do meu, tuas pernas entrelaçadas nas minhas, teu sorriso bonito na minha direção.
Mas agora chove e chove, e não para de chover. E eu aqui, querendo deitar com você, querendo preencher todo o espaço de um colchão de solteiro com mãos, braços e abraços de nós dois. O planeta Terra deu sete voltas completas ao redor do Sol e eu continuo desejando você. Quantas estações vieram e foram embora e eu carreguei comigo essa saudade que nunca esvaziava meu peito. Vários solstícios de inverno e querer tua presença sempre foi uma constante. Te sentir, te admirar. Deitar em qualquer lugar contigo e traçar linhas nas tuas costas com meus dedos. Decorar tuas expressões.
"El alma se llenó" sempre será nossa música. Por que é sempre amor, mesmo que mude. E nós mudamos. Mais de cinquenta mil horas passaram e nos fizeram mudar. É sempre amor mesmo que alguém e esqueça o que passou. Mas nós não esquecemos. Tu não esquece o calor dos meus braços. Eu não esqueço teus carinhos reconfortantes.
Continua chovendo. Toca Bidê ou Balde e Inmigrantes. Sim, sempre serão nossas músicas. E sim, continua chovendo e vai chover muitos dias ainda. Mas nos próximos dias de chuva assim, eu quero estar com você. Sorrindo com teu sorriso. Quentinha nos teus braços. Feliz de coração.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015
I've seen it all go and come back around
Os livros abertos no chão. As flores mortas do vaso caídas por sobre a cômoda. A luz do sol de inverno entrando pela fresta na madeira que existe no meu quarto. Por entre ela o vento às vezes me traz uma folha seca. Duas, talvez. Meu suco de maracujá apodrece intacto esverdeando um copo em cima da mesa. O jornal se acumula na frente da porta de casa. O braço da agulha do toca-discos quebrou. Ela agora insiste em repetir o mesmo lado do velho disco do Dire Straits, como se tivesse sido programada pra isso. Mas nem isso é problema, por que a poeira se acumulou na caixa de som e ela não toca. Não emite som. Emudeceu. Assim como eu.
Faz silêncio na minha alma. A vida segue e eu não. As pessoas passeiam embaixo da minha janela. O gato da vizinha se instalou no meu apartamento. Come as sobras da comida. As flores na sacada também secaram. Eu culpo o inverno. Mas o meu descuido é o real culpado. Flores vítimas de mim. De meu descaso. Do meu entorpecimento.
Eu abro a boca pra falar e o barulho é de tentar tocar uma corda frouxa de violão. Sai tudo torto. A neve se acumula na varanda da cozinha. A casa se acumula tanto de solidão que não sobra espaço pra mim. Não sei o que a vida fez de mim. Só sei que respiro nostalgia. Tudo com aquele cheiro doce de poeira. Vejo o vento pelar as árvores. Vejo o sol se escondendo mais cedo. Surgindo mais tarde. Não vejo a Lua. Não saio mais na rua.
Me pergunto aonde estará você. Se o tempo passa estranho assim pra você como é pra mim. Me pergunto se aquela música da Janis ainda te faz arrepiar. Se você ainda dorme com o braço pra fora da cama. Quem sabe um dia desses te reencontrar. Te dar um tchauzinho do outro lado da rua. Quem sabe te ver, quem sabe aprender a te odiar. Tocar novamente o barquinho da vida. Apontar pra fé e remar.
P.s.: me influencio por músicas às vezes, e escrevo o que elas me passam, mesmo que não sinta aquilo de verdade. No caso desse post, foi Miss You Love, do Silverchair e Beautiful War, do Kings of Leon.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Quanto tempo o tempo tem?
Mais um desses dias em que o pôr-do-sol leva o dia embora em sua carruagem de fogo. E o tempo vai passando, vai sem dó, que dirá piedade, massacrando todos nós, arrastando os segundos como folhas secas ao vento. Vai e leva todos os planos que não foram postos em andamento. O tempo segue e faz crescer os dentinhos dos bebês, assim como os ensina a andar, põe rugas nos rostos das mulheres e aumenta a calvície dos homens.
Mas às vezes eu queria poder não viver, apenas observar, ver os ponteiros do relógio girarem incansavelmente mostrando que o tempo na verdade não espera ninguém. Observar a grama crescer, as árvores deciduais perderem suas folhas no outono, para logo depois o vento gelado do inverno consigo levar.
Queria assistir o coração da garota que se apaixonou pelo colega de sala e ele lhe deu um fora, quanta dor nele vai caber até que o tempo leve embora e não sobre mais nenhuma.
E o tempo é isso mesmo, curador de corações partidos e amenizador ou intensificador de saudades. Envelhecedor de gente/bicho/planta/tudo. Indicador de efeitos gerados por decisões sábias ou infelizes. Transformador de pequenos embriões em grandes adultos.
Esse tempo. Nem bendito nem maldito. Só incessante. Sempre pontual. Cazuza tava certo quando disse que o tempo não parava, não para mesmo.
Mas ainda assim espero que ele seja doce para mim e para você.
Mas às vezes eu queria poder não viver, apenas observar, ver os ponteiros do relógio girarem incansavelmente mostrando que o tempo na verdade não espera ninguém. Observar a grama crescer, as árvores deciduais perderem suas folhas no outono, para logo depois o vento gelado do inverno consigo levar.
Queria assistir o coração da garota que se apaixonou pelo colega de sala e ele lhe deu um fora, quanta dor nele vai caber até que o tempo leve embora e não sobre mais nenhuma.
E o tempo é isso mesmo, curador de corações partidos e amenizador ou intensificador de saudades. Envelhecedor de gente/bicho/planta/tudo. Indicador de efeitos gerados por decisões sábias ou infelizes. Transformador de pequenos embriões em grandes adultos.
Esse tempo. Nem bendito nem maldito. Só incessante. Sempre pontual. Cazuza tava certo quando disse que o tempo não parava, não para mesmo.
Mas ainda assim espero que ele seja doce para mim e para você.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Etre proche ne est pas physique. Dans ce cas, est.
Te cravo as unhas nas costas. Te envolvo com coxas grossas. Jogo na imensidão do quarto teu nome num sussurro em crescente, um gemido abafado. Tão logo tu escutas, geme em resposta. Minha pele roçando na tua. Teu sexo colado ao meu. Teus cabelos na testa, os meus por toda a cama e cara, ombros e seio. O outro seio repousa na tua mão que não repousa, mas acaricia-toca-provoca infinitamente, enviando sensações de cima pra baixo. Minha boca próxima ao teu ouvido, um fiapo de voz chamando teu nome. Mas só até minha língua escorregar no teu pescoço, teu sinuoso pescoço. As gotas de suor de dois corpos se misturando e se tornando o menor número ímpar. Nós dois sendo um. Tu sendo parte do meu corpo, grudado a mim, tão componente de mim. Tua mão deslizando pela minha coxa e desprendendo dela por uns poucos instantes até colar-se a ela novamente com intensidade gasta em forma de tapa. Chamo teu nome. Como resposta tu me olhas. Te impulsionas mais forte. Teu corpo quase explode.
O meu também.
Até que nos esvaímos. Tu te pende torto em cima de mim. Rosto suado. Respiração entrecortada. Sorriso na cara. Beija minha bochecha.
Je suis à vous. Tu es à moi. Ensemble, nous sommes seulement notre et ne appartiennent pas à quelqu'un d'autre. Ensemble.
O meu também.
Até que nos esvaímos. Tu te pende torto em cima de mim. Rosto suado. Respiração entrecortada. Sorriso na cara. Beija minha bochecha.
Je suis à vous. Tu es à moi. Ensemble, nous sommes seulement notre et ne appartiennent pas à quelqu'un d'autre. Ensemble.
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