Mostrando postagens com marcador sadness. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sadness. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Minha metralhadora cheia de mágoas.

"Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão..."

image

De-sâ-ni-mo.

Eis o meu atual estado de humor. Não tenho vontade de fazer nada. Não quero viver nada. Vou por aí me arrastando pelos cantos, esperando algo que mude essa rotina enfadonha, que dê uma girada nas coisas e me anime a vida.

O mesmo café forte de sempre. Eu decidi até cortar o açúcar do café, sabia? Assim fica amargo igual ao meu humor. Tem dias que é melhor nem acordar. Quisera eu ter o direito de dormir por tempo indeterminado. Dormir, sim. O cérebro não gira tão loucamente em volta de pensamentos quando estamos dormindo.

Pudera eu ter aquele tratamento de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Selecionar as memórias pra esquecer. O problema é que nós, seres humanos, somos máquinas muito desenvolvidas. Eu queria ser um computador. Quando a memória estiver cheia, é só deletar alguns arquivos que já não servem mais pra nada.

Mas Cartola já dizia que o mundo é um moinho. O sol nasce todos os dias. E todos os dias ele se põe. Os romances se acabam, mais criança nascem, vidas se perdem e o mundo continua seu ciclo ininterrupto.

A continuidade das coisas é o que me espanta.

Mas eu sei que vamos continuar também.

P.s.: Cazuza e Cartola, dois mestres da música brasileira: obrigada por me inspirarem e cantarem exatamente o que eu sinto.

segunda-feira, 30 de março de 2015

It's just a freight train coming your way.

Aquele momento de incerteza. Aquele momento de desgosto. De descontentamento. De desespero. Aqueles dias em que nada parece estar bom, em que você tem vontade de mudar tudo. De jogar tudo pro alto. De ligar o foda-se geral. De descartar tudo que não te faz bem. De mudar várias coisas. Cortar o cabelo, mandar aquela pessoa à merda. Vontade de afastar-se de tudo e de todos, de viver uma nova vida, por que aquela está te machucando. E sim, você sabe que vai conseguir passar por aquilo tudo se não conseguir mudar nada. Mas o desgaste de passar por tudo isso é grande. Daquelas experiências que quando acabam a gente solta um longo suspiro, como se não soubéssemos o que fazer. Sei lá. Existe algum botão que dê pra gente apertar e mudar algumas coisas? Como os sentimentos que temos por alguém, a sensação ruim de desespero por não ter dinheiro pra pagar tal conta. Ou aquele sentimento de esperança seguido de decepção: você achava que tinha enxergado uma luz no fim do túnel, mas é um trem desgovernado vindo na sua direção. Aquela hora que você tem vontade de dormir e acordar com uma outra vida. Uma melhor que essa, quem sabe. Aquela vontade de desligar o mundo. Ou melhor, de apertar o botão de reset, pra ver se reinicia de uma vez melhor. Não dá pra reiniciar nossa vida, do jeito que fazíamos pra reiniciar a vida dos tamagotchis? Acho que não. Esses dias que a gente cansa de tudo. Quer fazer tudo diferente. E mesmo assim, respiramos fundo e conseguimos seguir em frente. Não sei como e nem porque. Só seguimos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

E em meio à tanta desilusão...

...nos perdemos em amargos sentimentos.



Eu poderia dizer que ainda há uma chance, mas a chance foi-se embora como um trem que parte, e ficamos na estação a encarar os trilhos. Deixamos de acreditar em finais felizes, simplesmente por termos visto tantas vezes esses fins que entristecem, desses que fazem a vida ficar meio que em preto e branco, dessas cenas que geram uma angústia na pessoa. Vi e vivi tantos casos desses, que me tornei uma descrente, olho com cinismo para todas essas coisas que agora julgo como "bobageiras de amor". São besteiras, romancinhos e brincadeiras, e vamos tentando levar a vida fingindo que não queremos isso.

O problema é que a gente quer. O problema é que estamos constantemente sonhando escondidos, imaginando um fim de tarde chuvoso e uma cama com um alguém pra partilhar um edredom com você. O dilema está no fato de que queremos e não temos, de que desejamos, mas negamos. Mas a vontade é de ter alguém pra te segurar a mão no meio de uma bebedeira dessas em que o riso se esvai no ar, dessas em que a gente entra numa bad e fica pensando se estamos mesmo felizes ou só desperdiçando sorrisos.

Mas será que vamos ser felizes em meio a tanto desalento? O mais triste é que a esperança se perdeu em algum momento, desejamos novamente a capacidade de enternecer, contudo não é isso o que temos em mãos. A epifania tomou conta e logo percebemos que a vida não é um conto de fadas, que o amor tem prazo de validade e que logo se acaba o fulgor.

A dificuldade se encontra nas vezes em que demos murro em ponta de faca. Em todas as ocasiões em que nos abrimos o coração para amar e amamos esperando ser amados, porém a reciprocidade faltou. E aí o coração amargou, o riso broxou, a tristeza surgiu, a felicidade sumiu. Mas vamos vivendo. É, vamos assim, com medo de amar de novo e novamente quebrar a cara. Enganando aos outros e a nós mesmos, pretendemos ser pessoas que não sentem. Nos tornamos pessoas que mentem.

(E sim, eu sumi. Semestre louco na faculdade e eu super atarefada. Mas tô aqui e tô de volta, tentando resgatar a essência dos meus antigos textos. Obrigada pela paciência.)