quinta-feira, 21 de abril de 2016

Librianices.

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Hoje foi um daqueles dias. Onde nada é bom o bastante. Onde o descontentamento é constante. Eu até me distraio, mas 1000x por dia eu penso em você e dói. Dói de saudade. Dói de medo do futuro. Medo de um não futuro. Medo de te perder. Ou pior: nunca te ter por completo. Isso sim é o pior.

A gente nunca quer se machucar. Eu também não quero. Eu tô saturada dessa dor que aperta o peito da gente e faz a gente bufar pra não chorar. Aquela agonia pro dia passar logo e o sono vir. Quanto menos tempo acordada, menos incomodada. Pensar incomoda. A indecisão sempre me quebrou as pernas. E agora ela tá aqui, como uma nuvem muito carregada de energias ruins pairando sob minha cabeça.

Quem sabe eu precise viajar, espairecer, esquecer. Quem sabe eu só precise dormir. Por um dia, ou bom, pelo menos 8 horas de sono. Pra esquecer. Pra esquecer e ficar bem.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ooh, oh, I can't quit you baby

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E eu tento. E de repente fico bem sem você. E passo um dia sem pensar em você. Sem querer sentir você. Teu gosto na minha boca. Teu cheiro perto de mim, em mim, pra mim. Só pra mim. Até que eu penso tudo isso. E sinto sua falta. E te quero ali, naquela hora. Fico nervosa, ansiosa, angustiada. Culpada? Talvez. Fico querendo você. O tempo todo você.

P.s.: a música do título é I Can't Quit You Baby. Ela é uma obra do Led Zeppelin.
P.s.²: voltei! Não sei até quando, mas tô num período sabático e não tô escrevendo muito (nem fotografando). Nunca fui de forçar uma escrita ou uma foto, acho que isso surge naturalmente. Mas verei se continuo empolgada <o/

domingo, 13 de setembro de 2015

Queen of sorrow and all this hell within

Tava escutando Black Label Society e comecei a escutar essa música. Saiu esse texto aí ;) p.s.: a imagem é do Pinterest

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Ela andava por aí vestindo sua máscara de dor. Não queria falar com ninguém. Era dura na queda. Já carregava na sua bagagem mental uma lista enorme de decepções. De desapontamentos. Era expert em quebrar a cara. Ninguém sabia de onde ela era, ou o que tinha acontecido. Ela só queria ficar sozinha.

Nenhuma garrafa de vinho aguentaria durante a história que ela tem pra contar. Seus olhos, quando eram vistos, eram sempre perdidos. Distantes. Como se sempre olhassem pras coisas e não vissem nada. Como se estivessem perdidos dentro de sua própria mente. Ela formou uma couraça de dor e depois disso nada mais a decepciona. "A vida é decepcionante.", disse o pai dela quando ela era criança. Como estava certo aquele cara.

Ela nem chora mais. Só vê tudo acontecer, o circo passar e a banda tocar, sem se abalar com nada. Ela é daquelas que já chorou de mais por quem merecia de menos. Ela não queria ser sozinha. Não queria usar essa máscara de dor. Mas ela é sozinha. Ela usa a máscara de dor. E a máscara de dor nada mais é que o seu sorriso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Here without you.


Esse texto surgiu quando eu estava escutando Here Without You, do 3 Doors Down. Pra sentir a vibe do texto, escute a música e relembre um clássico da dor de cotovelo


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Merda. Difícil começar o dia sem café. Difícil começar esse texto sem café. Mas o mais difícil mesmo é olhar essa chuva inquietante e ininterrupta que continua a bater na minha janela. Essa chuva que molha insistentemente por todas as goteiras da casa. É. Aqui tem cinco ao todo. Como eu disse antes: uma merda.

E toda essa merda não estava presente quando você estava aqui. Naquela época eu não tinha medo de ficar sozinho durante um dia de chuva. Tão angustiado. Tão amargurado. Foi isso que eu me tornei.

Mas eu não era assim. Eu era aquele um alguém mais feliz quando você estava por perto. Acordar de manhã com o cheiro de café infestando a casa. Chegar por trás de você e dar um beijo no seu pescoço. Encarar aqueles olhos castanhos tão amendoados. Arrumar juntos a cama. Levar você para a faculdade antes de ir pro trabalho. Tudo isso era parte do meu dia a dia. Mas tudo isso se apagou. Não existe mais. Nada além das minhas memórias que ficam mais fortes em dias de chuva.

E continua chovendo. Há um ano atrás, nesse mesmo dia, também chovia. E você estava aqui. E eu sinto falta disso.

Mas de nada adianta sentir falta. É engraçado pensar que as pessoas simplesmente, de uma hora pra outra, deixam de existir na sua vida. Somem do seu convívio. E aquele sorriso se evanesce, desaparecendo do seu dia a dia. E aí o guarda-roupa fica meio vazio, assim como o outro lado da cama de casal. Aquele em que você nunca dorme. Aquele que está sempre vazio e gelado. E depois que as pessoas se vão, fica só a angustiosa solidão de quem era dois e voltou a ser um.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Olá, mundo!

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domingo, 5 de julho de 2015

The Ghost Of You

~escrito ao som de Impossible (Shontelle), Hurt (Johnny Cash) e The Ghost Of You (My Chemical Romance). Nunca achei que escreveria algum texto ao som dessas músicas haha~

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Eu não enterro mais a saudade em teus braços. Não há mais saudade a ser sentida. Eu não olho mais o celular, esperando uma mensagem, uma ligação, talvez. Eu continuo escrevendo movida à café, no entanto. Certas coisas nunca mudam. O que eu sentia por ti sim. Os planos de uma futuro distante também mudaram. Não te incluem mais. Eu não quero mais ver o sol se pondo da tua janela. Eu não quero mais te esperar em uma rodoviária qualquer, como em uma das tantas em que já te esperei. Meu amor não te pertence mais. Nunca mais vai te pertencer.

 

"Falling out of love is hard", já dizia Shontelle em uma de suas músicas. "Falling for betrayal is worst", ela diz. E é estranho ver como as coisas se quebraram. Como você foi traindo o que era o meu amor. Mas nem juntando todos os pedaços dá pra dizer que sobrou alguma coisa. Não tem nada mais a dizer. Só que sua lembrança vai saindo de mim mais e mais a cada dia, como as folhas que caem das árvores no outono. Até não restar mais nenhuma folha. Nenhum sentimento. Assim, a árvore fica apta a deixar crescer folhas verdes. Maiores. Mais bonitas. Mais fortes. Pra florescer tudo na primavera. Pra brilhar diante do sol no verão. Assim como eu. Com minhas folhas caindo. Apta a deixar folhas novas nascerem de novo.

 

Mas não você. Você já é passado. Pretérito. Imperfeito.

Acabado.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mas na hora do debate a gente luta

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Música de inspiração: Contexto - Planet Hemp

E todos eles riam. Bebiam. Fumavam. Riam mais um pouco. Todos motivados por uma luta em comum. Todos sob a mesma bandeira. Unidos pelo mesmo ideal.

Torrando sob o sol forte e seco do cerrado, gritando palavras de ordem e cantando marchinhas criativas, compostas por alguém que já tava muito louco de tanta cerveja.

Eles são o futuro da nação. A geração do "chega dessa merda, vamo aprender a se respeitar". Eles gritam feito loucos pelas ruas da cidade. Tomam cerveja e fumam seus cigarros nos botecos abandonados de bairros estranhos. Eles não tem medo do calor. Eles não tem medo da oposição. Eles não tem medo da polícia.

Eles são felizes e revolucionários, e vão mudar o mundo.